Sabe – cuando estudié el gran honor que se contempla
en algo que traduce utilidad pública,
derecho de asociar-se…
después de tiempos en los que esto era prohibido,
en estos tiempos en los que las vendimias son
prohibidas , las desfolladas prohibidas – por las cuotas comunitarias:
vendidas), los san juanes entre todos prohibidos por ser lo que somos,
nuestras casas de puertas abiertas –a hora cerradas, prohibidas
y trancadas por llaves de oro y tesoro – así aseñoradas
prohibidos (y veo
gentes haciendo cursos de defensa personal en vez de promocionar –
vitalización, desarrollo, auto. Estima y confianza – esa que es nuestra cultura
– más de lo que dice la letra de otros lugares de enseñanza
– allí DONDE
MÁS ÉS NECESARIA – y no solo entre quien paga)… entonces lo veo un poco más
claro – lo que somos y en lo que nos transformamos (transformarón)
Fuimos prohibidos… por quedar separados
La señora en su clase de step, el señor en las pesas,
el niño en la de kung fu neuromotriz o como quiera
– que antes eran de seis años mínimo y ahora los
tenemos de cuatro… a veces menos… que caray – que ha pasado- ha evolucionado la
técnica o ha evolucionado la falta de paternidad en la técnica – somos guarderías
vivientes o profesorado honrado por una arte milenar y algo “transcendente”?
Cuando veo esa historia, ese algo que se reconoce en
la tierra misma – y en las gentes:
Que es bienhechora – que nos da todo y no nos pide
nada:
Que nos da verdor eterno, agua, campo productivo, mar
salada, que nos otorga un tiempo ameno… para que vivamos así – como las gentes
de antes
– que compartían mientras vivían… como esa que me
llama mientras camino – barbado, calvo, con mochila a cuestas por el camino de Santiago
– y allá por el 98 ya me preguntaba:
“meu fillinho –
me llamaba hijo!
– hoy que ni
los vemos ni nos miramos nosotros a la cara!
Y me preguntaba si quería pan, o queso o fruta…
o otra Humana antigua – de esas en riesgo de extinción:
que me llamaba – allí por padrón – yendo
por herbón... en una tarde que llovía que dios la daba – que nadie abriría puerta
a alguien de cara tapada
por las ropas impermeables
– esa señora –amable – me llama, me abre la puerta, me
hace entrar en su casa, me presenta a la
familia, me “obliga” a comer tarta, a beber
leche caliente… y me regala un sombrero – por que llueve…
Se entiendo quién es nuestra gente?... pues eso he descubierto
cuando leo la constitución… las gentes de mi nación… y el legado que nos han
dejado – al dejar abierta la puerta para que otros recojan testimonio, y por
ley protegidos devuelvan vida a la vida de nuestro Humano patrimonio…
lugares de encantar - onde se ensinam os que "regressam a saber encontrar - via, caminho e lugar...
mágico e estranho lugar - onde se emparelham desde cedo sem sequer o povo assim "notar" além das famílias e dos olhares que assim os reconhecem ao chegar...
Quando as vozes se encontram, quando as gentes mais não andam "a solta" - sabem das suas "raízes" e do seu lugar - sabem de onde vêm - onde estão e para onde voltar...
vive no velho e no novo
vive no luar - nessa lubre e na lumbre que se acende de novo no lar...
namoros esquecidos, durante tantos anos sustidos - que sejam estes vermelhos e acendidos e garridos,
sejam de verde investidos... de verdor cingidos... astros que são de novo dignos - não mais lidos nem «tidos" como antigos signos..
ainda procuro
por quem não esqueci
por quem já não volta
por quem eu perdi
(um sinal de ti)
sejam uns de grande coragem investidos - como leões:
- corações assim acesos e mais não perdidos ou presos...
sejam outros da terra - das pedras e do mar que nelas se enreda.. sem se fazer notar
suspirando nas areias, se encavalitando entre as pedras - seja esse o mar de cavalos selvagens entre a a espuma a se encabritar - dos cavaleiros das ondas que assim poderão voltar a cavalgar...
espirais - sinais - de um cavalo - de sinal de Ileon.. do senhor dos mares sinal - como da espiral das ondas - assim se mostra.. assim se descreve - ali está para quem quiser ver ou olhar - que nos olhos se reflecte o «NOSSO MESMO OLHAR"
Diz o Hino
de uma certa nação...
numa estrofe que nem se "reconhece... nem não"...
quem serão os "avós" - serão os tais VIMARANES e os PERES e os enviados por Afonso III para - um porto mais ao Sul?...
que defendem os escudos - que mostram as quinas - o escudo em verde de alguém que era de D. Tareixa- do Bierzo - Galega - e não da outra - BOURGUNDI- de "Urraca seu nome...
e que Afonsinho seria - o que nascia num lado ou que vivia aqui, auns quilómetros desta nossa agora fronteira e bem longe de "Mdrd"?
Mãe de Reis - Avó de Impérios (reza a placa que existe em P. Lima - a cerca da tareixa e da doação que ela e "filho fizeram") - eis a TAREIXA GALEGA de quem falamos... eg régios avós...
quinas de Lara ou Trastamara.. em verde... condes amantes - pais - à moda antiga (que ainda existam em soajos - e afins) - que os Henriques - "Bougoundi" - nas linhagens locais não entravam - davam jeito por serem - "familia" de um tal - MONGE - Bernardo - Claraval - que deu regra a uma tal "ordem":
que ajudou na conquista da BOA LIS... seja que "sil" e a ribeira sacra e o rio que ali se estende... nem tanto Leiria.. que depois foi, nem tanto Vimara Peres (que fundou Vimaranes - antes de Afonso a ter feito "Berço" - amando do rei Afonso - mas o III - "do outro lado, é claro"
esse - que ainda guarda (e aguarda) o esplendor de volta - como eg régio avô
- a Sé antiga - da tal invicta - que um dia desfralde - "a invicta bandeira"
como sempre - "histórias" e "coincidencias" - mais nada
já dizia João verde - "deixa-os namorar".... vamos la a terras de salva terra - e ver desde o Norte - o que o Sul nos está a contar... um porto Azul... nessa ladainha que conta a legião felina aqui plantada - em voz de quem canta esa be o que faz quando o compõe e assim se divulga a esperança... "
"Oceano - a rugir de amor - o teu braço redentor deu mundos novos ao mundo"
lei quem quiser, o que nas caravelas de uns e outros alguém ousou escrever
que a cruz nelas desenhada era da mesma ordem
sem estar esta "nacionalizada"
e que as caravelas
foram bem feitas
nessa Galiza
tão ignorada e perfeita...
...cruzes esquecidas
sinais perdidos
cruz e roda de novo unidos...
são "João do Porto " - TUI - ESTRANHA FORMA DE VIDA - que os "panteões" dos nobres - como o 2velho" de "caminha" - Pedro Madruga de seu "heterónimo" e famílias várias - estejam - fora de muralhas e longe de catedrais.. estranha forma de vida - nada mais...
dragões escondidos.. entre as ondas a marejar... como ophiucos perdidos - desde o mar de Vigo assim a passar... sãoas casas do povo queali se abr«eirou e ficou
como se perdeu - ou se esvaiu - nada se sabe - ninguém viu - ficaram os Dragões para contar -entre catedrais e legios- os romanos até ajudaram adivulgar
estão nas pd«eras das catedrais, nas igrekjas e dinteis... estão nas histórias dos reinos e suas sedes - mesmo aqui - onde este dragão de origem ainda segue - seja Witiza o Suevo - ,orp«to pela Igreja o o Santo que estes escolheram - RODERICO - outro pretendente ao trono - que apoiando os sempre - do trono se fez dono... lá por Ourense ainda há histórias para contar...
Fica para uma próxima...
sejam espirais e vitrais nos olhares que mais não revelam
ó que detrás da pele se esconde e mais assim revelares
- assim se escondem entre os dias
- e nas noites veladas se anima
- de novo aos novos dançares
musicas antigas - de uma mesma cultura
o coração e a luz pura
verão que se fala de amor
outra sementes - outras vezes verão o dragão - como algo "pior"
fossem as cocas antes de romanizadas
os montes e as águas puras
das nossas aldeias
as guardas veladas..
como uma musica que se cante
num ou noutro lugar
e que nos fale
de uma saia e de uma
carolina a dançar...
na noite escura
sozinha
como seu amar maior a dançar...
seja um hino que pretende esclarecer:
que esta terra nem tem nome -
nem é província a bem dizer..
teve de se esconder ou velar
a verdade que a terra verde
os outeiros ás corredoiras
e os tais montes
que são "milladoiros" assim nos poderiam dizer´sem perguntar
ao livro de história qual o ouro que guarda esta terra
é como flui e se escorre
de encosta a encosta
e como dorme a tal coca ou dragão... e assim por nos vela e nos guarda - de encosta a encosta -a gente do vale que "ouragos" depois nomeia e depois em romana procissão fazendo templos - alguns deixa de "coroa" telheira.. partir telhas - tradição antiga - quem for a "ouvidio" - que o diga, que o diga...
um sono que nos mantém e nos guarda e nos retempera e ampara esse tal monte
de fina pedra branca e esguia, outras vezes pintada se for entre metais esquecida...
sejam as pessoas desse lugar
as primeiras assim ensinar´que os fortíssimos acentos são de origem bem ao Norte...
e que a triste a "vera" sorte espalhou o seu "cantar" ao sul...
seja que um nome ressoe - de rei e de renome - se escoe - e assim se faça "rei" entre todo o que tome...
as ARGAS... OOPS - as "argonath" as imagens dos "reis de outrora" - para quem andava com anel de serpentes entrelaçadas.. como diz um "numenoreano" acerca da ilha de S. Brandão - não há "réis" que se saiba ou não - que nem se precisam - nem se querem nesta terra - que assim foram jogados às perdidzes.. ou assim escondidos para que ninguém noite quem reina...
(cantam eg regios, cantam sortilégios, cantam canções de encantar - cantam melodias e magias que ainda pairam no ar - se namoram as melodias antigas e se namoram para ao fim se acabar - como estrofes no tempo perdida se foram casando sem se notar - juntar a Invicta Bandeira, o porto de algum lugar, com a nobre luz-titania que uma outra melodia está - desde sempre a chamar)
As Flores Vermelhas - um rio subterrâneo que une as terras velhas...
–contempla duas
partes – uma maior – em prosa meia e com a descrição do que é o périplo
“do betão ao coração” – do qual selecciono alguns poemas
deixando aprosa e o descritivo atrás - para possíveis interessado(a) em
descobrir o fio da meada de onde advêm as histórias que a poesia narra;
e – rosas ou flores
de luz – a essência das poesias – que traduz as “almas” Humanas – uma vez
despertas, iluminadas de novo integradas, entre essas paredes de betão – com
força cadência para palpitarem e iluminarem as vidas próprias e as das sementes
que as rodeiam – encaixadas nessas paredes meias – tão parecidas a cemitérios
quadrados por seres humanos ocupados;
Esta é a primeira linha – que auspicia, ou termina – com o
“grande despertar” – no que a luz das rosas em flor se assemelha à Vida que
palpita e vibra em derredor – até ser tão semelhante que se faz – integrável –
sem se sentir a diferença – a vida – o mundo “rebenta” – sementes de luz em
todas as partes – Numa Nova Primavera – de vida plena, plenamente integrada –
como se um sopro unisse tudo, como se uma luz se ergue-se de cada fracção de
matéria de novo animada e consciente – e entrássemos em sintonia plena – por
harmonia – com a nossa verdadeira essência…
Até a gora – os véus do templo jazem rasgados, a vida
esvaiu-se- como se de um nascimento não consumado…
A Etérea, a Luz viva se move… algo emerge… algo anuncia de
novo o Ser que emerge.. como uma cúpula dourada… de novo feita prateada… numa
noite que não o é… palpitando num purpura sereno, acolhendo todo o Ser em pleno
– depois se iluminando… suavemente se elevando… até se transformar num novo “canto”
– numa nova cadência – traduzida por “esperanto” – unido a consciência – nesse
novo mundo… nesse novo Ser entoado – uma mesma vida em tudo e em “todos” – assim
manifesta, assim se manifestando…
Seremos de novo iluminados – assim – por “dentro” –
“elevados” – uma vez se transforme esta nossa matéria dita "vil" em actos e
flores e cadencias de encantos mil…
Nessa nova harmonia, nessa nova melodia – de luz e cor… de
vibração de harmónicos de cadência maior… se transforma o material em luz.. se
transforma a vida em algo que reluz… e segue como rio de prata – vivo e vibrante
– além do que a noite do pensamento define ou mate – para um grande Ser ou Amar
– esse Mar de existência de não mais terminar…
Essa essência – Ágape como lhe costumam chamar – no qual
somos um e somos muitos – como um novo “Ser a nascer e assim se manifestar…
Logo que o cristal esteja vivo e vital, logo que os lumes se
apaguem e deiam origem ao Lume Real – essa luz branca , pura – sagrada – que
cada ser, cada rocha, cada árvore de vida iluminada – possa de novo traduzir e mostrar – e não apenas uns poucos sintam,
saibam, e se reúnam para celebrar..
Hoje escondidos entre o ”Mar de betão”.. entre os aparelhos
urdidos entre os buracos fendidos – das rochas antigas – por fria mão…
Hoje ainda dormentes –adormecidos – à chamada e voz do
coração…
Um dia – despertos – de novo erguidos – iluminados – assim
de novo fundidos – numa mesma “ovação”… uma melodia ecoando nesse ventre
vivente desta terra se manifestando… e o “amnio” rasgado seja de novo
recuperado…
água de luz pura que alimenta sem maior premura… e assim nos
sustenta e eleva de volta à suave alvura
E a placenta da terra seja de novo amena, desperta – viva
para todos - e de toda maneira…
E a cristalina e pristina barreira – que ampara a nova
Humanidade – essa eu ainda vaga, - como pequena colcheia num tema de melodia
inteira;
– essa que se
desperta lenta – célula, a célula – de
um novo ser dessa melodia ainda incerta….
Assuma-se assim – lenta ou súbita chama – se apresente como
melodia desatada – como Seres Humanos entre o vento… assim de novo içados –
mais além do firmamento – corações em si Humanos, em si mesmos iluminados;
Voos vivos – entre o presente e o infinito, pontos por
dentro assim entrelaçados – de coração coração – pontes de vida e devoção,
pontes antigas – de novo vivas – entre os pontos certos de arribarem e
fundamento, desta nossa nova constituição de elementos que se reconhecem – além
mente – se desvanecem – para dar origem a filigrana prateada
A um sonhar que vai mais além deste nada
E que vai descendendo
Se incorporando
tomando espaço
Por dentro se manifestando
Novo céu em nós reluz
Coroa prateada filigrana de prata amada, em finos fios de
luz entrançada.. unidos por pérolas vivas que são assim Vidas Coroadas…
E do profundo um fogo novo surge.. um canto além mundo se
insurge – contra alienação, em prol da renovação.. um sol dourado – por dentro
assim guardado... mantido – latejando – vivo – como fogo entre as raízes
profundas, das nossas árvores mundos; contido…
Ave de cariz renascido – entre cinzas latejando, como o fogo
que se mantém entre os carvões de quem já não tem o coração em si a rubro fogo
brando… quase branco… quase se elevando.. desde as profundezas de novo se
alçando…
E suba esse fulgor – reencontrando – essa coroa pristina que
baixando – nos abrace e englobe – nessa gruta de magia nos renove:
– E quando tanto e
tantos se perdiam, – entre as curvas de um mundo e de uma via vazia… chegando
com chama viva, iluminada fronte e perspectiva – luzes que entre a luz se
reflectiam – em olhares que novos dias assim anteviam…
Nova aurora entre a noite escura, nova força que desperte o
que mais se descura – e que esse fogo – em si mesmo apura…
E indo – mais além – desse mostrengo – que temendo – nos diz
para ir para outro lugar aquém – se recorde o que dizia o que no leme tremia
até três vezes afirmar, até três vezes mais não negar:
– que a vontade que o
leva e o ata – que eleva e o medo mata, é a vontade de todo um povo e de quem
assim o comanda – coroa de vida entre todos investida – coroa dos simples em
viva vida transformada;
– umas vezes luz
pristina – entrevista de forma simples, por vezes vermelha quando airada, por
vezes azul e subtil quando suspirando passa sem deixar peugada;
- que se vê de forma singela, que se sente de viva maneira,
na alma de ser Português… de se dar o que se tem e mais se alguém quês…
- gesto de forma
comedida que o mundo inteiro alcança e que o mais além ouve em forma e gesto de
nova criança – encerrada em gestos de lembrança do idoso ou idosa que nos
embala, que nos agasalha com tudo ou nada;
No gesto simples de quem passa e para – para ver que faz
falta.. estando nós tão longe como povo que neste mundo não para;
E o além olha – aqui e aquém – porque será que esta espuma
branca – de tez escura disfarçada – de trabalhar de sol a sol e ganhar força e
forma de gente humilde de persona honrada – porque será que foi dispersa – como
semente de gente bela – em presentes escondidos, velados, esquecidos –
transformada…
Atá ao dia, no que as suas linhas despertem…
… de entre o tapete dos dias medrem…
e a tal com cheia temente, tão pequena, tão ausente, se incorpore
na grande melodia entoada… e assim – de novo eloquente – se erga em canto, num
novo eco assim trovejando –
o quanto existe de encanto… desses filhos de Luz Titânia, de
Luso que traduz o antergo, uso que aqui não se paga nem se demarca – nem se
definha nem se afasta – por ordem alguma se depõe – e por caos nenhum se impõe
Ouvir Hinos irmãos, encontrara sintonia e a coesão – quando cantados
na mesma língua de uma mesma nação – que se unia e reunia por laços de tempo e
devoção – além da aparência fria – que se anuncia:
– uma força – como esse
rio subterrâneo – crescia..
- se refazia – como nação
tépida e branda … entre o mundo que ficava de cor branca… e quando a neve caía
e o lobo aparecia
– essa força
pungente, esse amar candente – ressurgia:
– como a ave de fogo
esquecida, com o rugir do leão que o tempo anuncia, com a força viva que
caracteriza – povos irmãos:
– por língua, coragem, história e linhagem…
Por ouvir a maresia e o que a seu tempo ela nos diga – “amar”
seja de novo cantiga e um beijo escondido na roda entre goles de malga passada
de mão em mão o escreve de forma fina numa melodia antiga assim por nos recorda
de – evocando gente da terra e a sua tradição velada;
- dedicação à maresia e aragem, por darem mundos
novos ao mundo e combaterem novos mundos sem ancoragem com igual e diversa
coragem;
- por se mostrarem nas histórias, nas
memórias, nas pedras antergas - essas
baixo cruzes mais tenras - por se encontrarem nos mesmos lugares e nas mesmas tradições
sem pedras e cartas se falarem…
- por serem em primor
irmanados –que nos momentos mais puxados – se mostram e depois se esvaem e
rodam em volta do mundo;
– guardando o mundo com sua presença e dedicação… estando
por todo o mundo – mundial nação – que reúne e une as gentes numa especial
devoção…
Esta é a terra de origem, de tal crivagem, de tal linhagem,
de tal gente de forte aragem…
Senhores das ondas e do mar, da verdade terra nossa;
Da rocha candente e das tradições além tempo que o tempo se
encarregou de toldar…
Das senhoras de virtude, dos homens que iam além medo, do
que é resistir a ocupação mesmo o ocupante sendo “grego”…
Assim, dizendo sim, a Harmonia, à beleza da Vénus que nos acompanhava
além terra fria – compreendendo sua dupla face – no céu ardendo – uma a
esperança nova que se ergue – na nova aurora e que como arauto:
– ela mesma anuncia – a outra a estrela guia – fiel, até o mundo
ser terra fria – mostrando, desbravando – as trevas que se pronunciam;
– sendo esperança de mar, rosa que paira no ar – que se
reflecte no coração, de marinheiro que mais não se compromete com fama riqueza
ou dinheiro;
– e que indo a além da dor, passando além medo e duvido a
desse eterno grande senhor – invocando o que leva dentro;
– desde a aurora dos tempos cantando, desde o firmamento nos
lembrando desde o fogo do enraizamento
se erguendo, como pássaro de fogo imenso se levantando;
– uma e outra vez se mostrando – desparecendo quando não é
preciso – além de toda dúvida critério ou juízo;
– eis a força da vida em essência – essa mãe forte além
ciência – essa que beijos nos dá que recobre o ser que se entrega;
– que vai além do que o nega – e volta trazendo a luz do dia
– desde a noite escura e mais esquecida;
– e esperança de novo anuncia – em peito ardendo e de ser
ridente – novo guia para uma nova melodia – novo dia que desperta – quinto
sinal de porta aberta…
que traduz – uma mar que não se deixa domar… de uma tradição
milenar, de um povo que nem tem governo nem se deixa governar… de um algo mais
além do tempo que – por sempre – está pelo coração latente do português a
chamar…
Esse algo que não se pode domar – espírito ridente – como criança
eloquente – erguendo castelo a beira mar…
… castelos que se seguem… e vão – castelos que não
permanecerão…
a não ser os gestão de pleno coração:
– devoção de um povo nascido e criado a beira mar –
- que entende suas
vagas e sabe do seu cantar…
e que entrelaça lágrimas – de alegrias e glórias passadas
com as tristezas, que ainda hão de ficar – e espera – em voz de esperanto – se
ir lentamente entrançando:
– com essa melodia viva, essa harmonia pristina –
- que também lhes
cabe experimentar… viver e partilhar – no dia entre os dias nos que os dias sejam
todos iguais – e a horas revelem serem senhoras – sem pautas para as fazer
marcar…
Ai se mostrem os segredos, ai se revelem os anseios;
- ai se quebrem os pratos velhos, os derradeiros mostrem
seus puros conselhos e se abram as portas veladas e as melodias - outrora
encadeadas;
Livres – de novo cantadas – sejam assim revelação tão
esperada:
– da razão pela qual um mesmo povo pagou…. e vagou – por
toda a terra se agitou – não existindo assim por nada…
Procurar ai as raízes profundas de um maior desígnio
gerador;
Que escolheu um recanto do mundo, para dar mundos novos ao
mundo, com Oceano e seu braço vencedor…
E as sementes, além mentes – assim plantadas, assim
queridas, assim deixadas… apesar dos laços e dos abraços e das forças que nos
unem assim escondidas, assim esquecidas assim – aparente – mente – para a mente
deixadas…
São as forças vivas as que se agitam entre as entrelinhas da
melodia das eras;
Essa que apresenta nestes tempos novos desafios e estranhas
quimeras..
E regressam os da tradição e regressam os da honra e
devoção… e se mostram – pouco em numero – intensos em emoção – por sentirem
essa prensa de azeite e rirem – por estarem além da dor… por terem passado o
bojador – faz quinhentos nos – que o medo apartamos – e assim mantivemos – à
margem – entre esta costa, esta linha e esta nossa fina aragem…
Assim vem o medo de novo – vem o lobo disfarçado – vem de
novo o povo que erguendo-se deixa de ser do medo escravo…
Evocando o egrégios – esses que são os grandes, as linhagens
que nos são importantes, o sagrado e o profano – numa mesma forma de ancoragem…
A Roda e a Cruz – novamente em marco, em mastro de barco
alto, novamente se erguendo – desde as águas aparecendo – como espada que tudo
abate – seja medo, duvida ou vontade de combate;
– Trespassando as sombras as ilumina – com a força de uma
nação que amor e devoção e doação em si mesma transpira…
… em cada latir, em cada agir, em cada braço oferecido para
ajudar e se unir…
Essa é a nação marcada – pela vindima e desfolhada… essa dos
folares… e das cruzes que entram em todos os lares..
Essa das tradições ainda vivas – de ecos de memorias
antigas:
– das argas que no lo
digam, dos cânticos entre as noites frias e das peregrinações entre estrelas
vivas…
força de rio subterrâneo que flui… que ruge e aquece e em
certos lugares prevalece como força que une e enriquece com o seu fluir… como o
rio divino, de pendor cristalino – que ameaça ruir.. ou que desce como corada
força emerge – de entre as divinas aguas da noite…
que o rugir do dragão guarde, com sua luz e vida resguarde –
o ovo que está por abrir…
Que o calor do fogo que surge aquece um povo que urge – de novo
se erguer e voltar a agir…
Que os digníssimos e fortes acentos, de “germânico” consenso
– se façam de novo ouvir…
Para que graça se transforme onde outrora houve tormento e a
virgem senhora nos mostre que o firmamento – desde de dentro – se pode de novo
abrir…
Outrora rasgamos os medos, navegamos por entre os véus e
desvelos – seguindo estradas de estrelas a surgir…
Chegaremos, o ultimo seremos – os primeiros quando aporta se
abrir…
Como legítimo rei mago
- que vê a nova estrela em rosto humano anunciado – chegando tarde para
se fazer sentir… como outro qualquer rei que por ali pudesse chegar a ir…
Despojado, não anunciado…
sem coroa, sem cavalo, camelo ou cajado…
sem nada para ofertar ou assim fazer sentir que trazia
riqueza a partilhar e mundos e fundos para ofertar e gerir…
… a não ser todo o esforço dado, todo o suor partilhado –
por lágrimas entre irmãos derramado – servido –á mesma mesa dessa tal “criança”
que está por vir…
Essa quarto ser, o que marca uma outra direcção a valer:
– que aponta ao Oeste
– quando todo o outro que “preste”, apontava desde Este, Sul e Norte…
… memórias de uma outra sorte, que apontam esses “reis” que
se dão a quem não tem ”papéis” - e se
misturam entre o povo – e como povo assim os assumireis…