sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Son Felices os Galegos
A laranja doce foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses. É por isso que as laranjas doces são denominadas "portuguesas" em vários países, especialmente nos Bálcãs (por exemplo, laranja em grego é portokali e portakal em turco), em romeno é portocala e portogallo com diferentes grafias nos vários dialectos italianos .
Da Ásia chegou à Europa através de Portugal no tempo das Cruzadas.
Um dos primeiros locais da Europa onde se iniciou o cultivo da laranja na França, tendo os franceses adaptado o nome narang para orange. Foi com este nome que a laranja veio a ser associada em algumas culturas à cor do ouro. A palavra or, em francês, significa ouro.
Em várias culturas, os seus frutos foram conhecidos como "maçãs do paraíso". É possível ver em pinturas antigas os frutos da "Árvore da Ciência" representados por laranjas.
Para que os feitos históricos não fiquem no OLVIDO:
quando os ramos de laranxo e as frores de gardénia cinxian al altas fillas de Breogán... cando os xestos craros e definidos marcabam a entereza dos fillos e fillas de breogán;
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
VIGO - 1809 - MARÇO e os PORTUGUESES
Non se equivoquen os pobos - oubo quen trouxesse os Franceses para Dentro - non o digan os de Braga que apuntalaron oficiales colaboracionistas ou os de Valença com o rexemento de Infanteria 21 esgotado na defensa do MIÑO num e noutro lado da Fronteira.
Lembremos que Francos e Bretons facian o que lhes daba naREAL gana mentres o pobo loitaba pola terra ceibe.
Memória das linhas de defensa comuns, das tradicións e lingua que nos unen frente os interesses burgueses ou de nobres que o non sonbaixo alianzas encubertas que afunden o pobo namiseria.
Honra - HONOR - os que loitaran con VERDADE.
FONTE: REAL ACADEMIA GALEGA
Inda que a letra sexa pequena - é VERDE - e ENOBRECE (o vermello quedou nas cidades caídas - desde Braga o Porto, passando pola mui nobre Valença);
FONTE: Guerra de Independência.org
Lembremos que Francos e Bretons facian o que lhes daba naREAL gana mentres o pobo loitaba pola terra ceibe.
Memória das linhas de defensa comuns, das tradicións e lingua que nos unen frente os interesses burgueses ou de nobres que o non sonbaixo alianzas encubertas que afunden o pobo namiseria.
Honra - HONOR - os que loitaran con VERDADE.
FONTE: REAL ACADEMIA GALEGA
Inda que a letra sexa pequena - é VERDE - e ENOBRECE (o vermello quedou nas cidades caídas - desde Braga o Porto, passando pola mui nobre Valença);
FONTE: Guerra de Independência.org
domingo, 23 de dezembro de 2012
Santa Maria da OLIVEIROA
Existe um tombo da Igreja de Santa Maria Madalena de Chaviães no Arquivo Distrital de Braga e ainda v.tb. Arquidiocese de Braga - Visitas e devassas (1528 - 1861). Fazem parte do acervo documental do Arquivo Municipal de Melgaço dois livros desta paróquia: testamentos (1785-1835); capítulos de visitas pascoais e mais determinações (1771-1822)
Paróquia de Chaviães (Santa Maria Madalena) - Melgaço
HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR
Na lista das igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, em 1258, Chaviães, então denominada "Chavanes", era citada como uma das igrejas subordinada ao bispado de Tui.No catálogo das mesmas igrejas, mandado elaborar, em 1320, pelo rei D. Dinis, para o pagamento de taxa, figura apenas a igreja de Santa "Segoinhe" na Terra de Valadares.
A esta igreja estava anexada Santa Maria Madalena de Chaviães.
Em 1444, D. João I conseguiu do Papa que este território fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu a D. Henrique, bispo de Ceuta, a comarca eclesiástica de Olivença, recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o Papa Leão X aprovou a permuta.
No registo da avaliação dos benefícios da comarca eclesiástica de Valença do Minho, feito em 1546, "Sancta Segoinha de Chaveães", a que era anexa Santa Maria Madalena rendia 40 mil réis. Pertenciam então à Terra da vila de Melgaço.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo sobre a situação canónica destes benefícios, Santa Maria Madalena de Chaviães é referida como sendo anexa "in perpetuum" a "Santa Seculinha de Chaviães" por doação feita por padroeiros leigos ao duque de Bragança. A este pertencia o direito de apresentação de Santa Seculinha.
Em termos administrativos, fez parte, em 1839, da comarca de Monção e, em 1878, da comarca e julgado de Melgaço.
Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977.
HISTÓRIA CUSTODIAL E ARQUIVÍSTICA
Esteve na posse da igreja paroquial até à criação do Registo Civil, em 1911, publicada no Diário do Governo nº 41 de 20/02/1911. Nesta data as paróquias foram obrigadas, por lei, a entregar os livros de registo de baptismos, casamentos e óbitos às repartições do Registo Civil.O Decreto-Lei nº 3286, de 11 de Agosto de 1917, que cria o Arquivo Distrital de Braga, estipula na alínea i) do artº 1º que nele devem ser incorporados os cartórios paroquiais do distrito, nos termos do decreto 1.630 de 9 de Junho de 1915. No entanto, por despacho ministerial, e enquanto não foi instalado o Arquivo Distrital em Viana do Castelo, já então criado em 1965, aqueles arquivos foram sendo recolhidos pelo seu congénere bracarense.
Finalmente, em 11 de Setembro de 1985, os livros e documentos dos arquivos paroquiais do distrito entraram, por transferência de Braga, no Arquivo Distrital de Viana do Castelo.
FONTE IMEDIATA DE AQUISIÇÃO OU TRANSFERÊNCIA
Livros entrados no Arquivo por transferência de Braga, onde se encontravam provisoriamente, em 11/9/1985 e por incorporações da Conservatória do Registo Civil de Melgaço de 29/8/1986 e de 22/5/2002, e da Conservatória do Registo Civil de Viana do Castelo de 18/11/1987 e 2/2/2000.
De São Pedro a S. Estevan e Santa Maria Madalena
DIOCESE DE CEUTA
Uma bandeira na Corredoira de Tui que não é de Ceuta: as cores são de Valença... eis a resposta
Incorporação de Valença em Ceuta - Separada de Tui: 1455 - bula ROMANUS PONTIFEX
Papa Martinho V e o fim da CISMA entre ORIENTE e OCCIDENTE - CRIAÇÃO da DIOCESE de Ceuta
Papa Nicolau V e a bula do LIVRE COMÉRCIO
Batalhada Alfarrobeira - Como D. Pedro não foi enterrado por seu sobrinho Afonso V
Valência de Alcatara - 1644-1668
OLIVENÇA - SEDE EPISCOPAL do BISPADO de Ceuta
Ergue-se Santa Maria Madalena
MANUEL GODOY - conde de ÉVORA MONTE - ou como OLIVENÇA é TOMADA e se ENTREGA sem Resistência - entre a guerra das laranjas e as guerras peninsulares
1809 ou quando Santa Maria de Vigo foi ao ar por "explodir um polvorín"
Igrexa antiga
O templo gótico, existente entre o século XV e o XIX, estaba formado por unha nave central e unha serie de naves laterais coroadas con bóvedas de sillería. O altar maior estaba formado por un retablo dourado que representaba a Trindade e a Asunción da Virxe coroado por un crucifixo de vidro. Detrás do altar había un pequeno nicho ou camarín cunha imaxe da Virxe. No sagrario estaban representados os doce apóstolos e os anxos. A ambos os dous lados do altar maior había dous altares laterais, dos que destacaba o de San Bieito, de ouro e alabastro, no que un altorrelevo representaba o Via crucis e que estaba acompañado de numerosas figuras de personaxes relixiosos. Este altar fora doado poloarcebispado de Londres, polo que estaba coroado polo escudo de Inglaterra. O outro altar lateral estaba dedicado a Santa Catarina e San Sebastián, e nel tamén estaban representados a Quinta Angustia, San Amaro e a Magdalena.
A ambos os dous lados da nave principal situábase unha serie de capelas laterais decoradas con pinturas murais. A capela de Santa Ana tiña tres esculturas de pedra de Santa Ana, San Antón e San Roque. A capela do Rosario tiña imaxes de madeira do Rosario e de San Martiño. A capela de San Martiño tiña imaxes de San Martiño, San Pedro e Santiago, unha estatua de San Brais e o altar da Resurrección. Había unha capela dedicada ao seu patrocinador, Gregorio de Paços, na que estaban representados Santa Ana, San Miguel, San Antón e San Gregorio. A capela do Anxo Custodio acollía un retablo cos doce apóstolos e maila Virxe e un altar adicado á Magdalena. Outra capela estaba dedicada a San Bartolomeu, San Xoán e Santiago, cunha imaxe de Santo Estevo.
Dentro do templo tamén destacaban a sillería do coro e o órgano.
No exterior, a igrexa estaba coroada por unha única torre de planta cadrada que tiña no alto un reloxo de campá, así como dúas campás grandes e dúas pequenas.
No centro do adro había unha oliveira centenaria, que sobreviviu até o século XIX, que chegou a converterse nun símbolo da cidade.
Santa Maria da Oliveira - a Igreja que deu lugar ao Mosteiro de Clausura das Clarissas de Tui;
Mosteiro de S. Domingos - Tui - ÚNICO verdadeiro pórtico românico desgastado e PANTEÃO dos Soutomayor (FORA DE MURALHAS?)
Da PRIMITIVA Igreja de S. Pedro para os seus sucedâneos: S. Estevam e St. Maria Madalena - a história de valença nas pedras.
Carta de visitação dadas pelo Cardeal Infante
D. Henrique à igreja de Sta. Maria de Oliveira,
em Guimarães - 1535 1536
[Carta de visitação do Arcebispo D. Fr.
Bartolomeu dos Mártires à cidade de
Guimarães e igreja de Sta. Maria de Oliveira - 1537 1551
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Poetas do Meu País
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem PORTUGUESES como eu SOU
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos xuntou
Fado da Loucura - Mariza
Júlio Campos Sousa / Frederico de Brito
Sou do fado
Como sei
Vivo um poema cantado
De um fado que eu inventei
Fado da LOUCURA
A falar
Não posso dar-me
Mas ponho a alma a cantar
E as almas sabem escutar-me
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou
Esta voz
tão dolorida
É culpa de todos vós
Poetas da minha vida
É loucura,
ouço dizer
Mas bendita esta loucura
de cantar e de sofrer
Chorai, chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raíz
Da vida que nos juntou
E se vocês
não estivessem a meu lado
Então não havia fado
Nem fadistas como eu sou
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Verdes Campos - Roxa paixón - ANDURIÑAS de PONDAL
Eu fui ver a minha amada
Lá p'rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim
Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou
Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir
Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se encantar
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou
Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou
Lá p'rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim
Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou
Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir
Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se encantar
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou
Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender
Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não
Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou
Onde están as novas xeneracións... onde estão as novas gerações?...
Onde o cavalo e o cavaleiro?... onde a esperança traída... a juventude abandonada?
Onde as novas gerações que caminhem a nossa mesma estrada?...
"No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada"
UMA ESTÁTUA DE FEBRE A ARDER
Zeca Afonso - Vejam Bem - Cantares de Andarilho (1968)
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem se põe a pensar
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
E se houver
uma praça de gente madura
e uma estátua
e uma estátua de de febre a arder
Anda alguém
pela noite de breu à procura
e não há quem lhe queira valer
e não há quem lhe queira valer
Vejam bem
daquele homem a fraca figura
desbravando os caminhos do pão
desbravando os caminhos do pão
E se houver
uma praça de gente madura
ninguém vem levantá-lo do chão
ninguém vem levantá-lo do chão
Vejam bem
que não há só gaivotas em terra
quando um homem
quando um homem se põe a pensar
Quem lá vem
dorme à noite ao relento na areia
dorme à noite ao relento no mar
dorme à noite ao relento no mar
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