sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Levanto aminha loucura como facho ardendo NA NOITE ESCURA


O VOSSO GALO




pontes internacionais de anos dispares
e as comadres
falando
a mesma voz
berrando
de um e outro lado
dizendo
o que o tempo
e a gente
ia esquecendo

que na cabeça
não se esqueça
que um galo segue
ali
se concebe
uma ideia
silente
que esse que palpita
e não mente
segue e segue
entre a gente...

e que as comadres
assim aconselhamém épocas de farrapada velha
e de coisas que se lembram

casamentos
de perna a perna
para dar amparo
e sereno
agrado
enquanto nos centros capitais
se esquecem estas memórias
aqui se guardam
em cantos maiorais

E se galo de corações e pintas
tem de ser lavado
sua cara de novo transparente
para o verdor da terra que tem bem em frente

assim seja num certo dia
quando a alegria transborde
e a "triste sorte" seja guardada
pelo verdor
da flor
de azar
desde sempre guardada








As Sete Mulheres do Minho
D Maria e Maria da Fonte
o Povo Raso
e o Grande Oriente




Laurindinha
mulher do pobvo
ficas sem terra
e sem homem
assim se flava
e se dizia
sendo novo
pensava ela
ele torna avir
oh laurindinha
que linda que és
que pouco que vês...





LEVAM HOMENS para guerras internas
levam os caixões
da terra
das tradições
cantam
irmãos
cantam de mão em mão
cantam pela comum linguagem
da tradição

nem chão sagrado se vende ou compra
nem a tua terra´nem a água fri«oto agreste
nem a vida que me deste
não!...

(GALIZA -- FICAS SEM HOMENS)





patrocinios internacionais
e os locais
vêm e vão
leal legião
LUSITANA!

que vai para o frente 
de gente prussiana
e mais não regressa

(laurindinha - vem à janela)


e depois
em 1809
se esvaem
e se vão
bem depressa

(há uma comadre
aos berros no rio
uma diz que sim
a outra fala de Brio
quando um Brio se apaga
o outro lento se ergue
e relembra a voz consagrada)


Gal
cal
linha
que limite
ou separe
aquilo qu epor dentro
nos ilumine
e nos guie e  ampare


Qual das Gal
lizas
quais das lidas
quais da slinhas
quais das linguagens
apagadas
deixadas
viradas
de costas voltadas
quais das Mães
que de um e do outro 
do lado do rio gritavam

quais as que diziam
baixo o tecto sabiam
que estamos casados
desde sempre e mais não
irmanados

sabes
aqui também
34-36... palmo amais
palmo amenos
os pequenos
labradores
são da terra senhores
se se vendem
e não se compreendem
se lhes sobra
a Honra
a dignidade
ea tal "sombra"
então passam os ventos
e regressam os tempos
aqueles que todos sabemos
aqueles que guardamos por dentro
nos nossos humildes segredos

assim "Viv'ovelho"


seja Conde de lemos
seja conde de trastamara
seja conde de trava
seja conde
souto
y maior
sejam católicas intenções
de gerar uniões
seja das linhas
caminhas
de mão em mão...




vem da névoa saíndo
a 
PROMESSA ANTERIOR

quando avistar
quando a vistei
ao longe
o Mar
ali fiquei


parada a olhar

ondas do mar de Vigo
trazeis notícias do meu amigo?

Vigo que se ergueu
em 1809
como tu
e como eu...
quem cantava
que dizia
que mensagem no tempo ecoava
cantigas de amigo
desse porto
de mar e de abrigo

quanto tempo
entre o tempo
esquecido?...






quando te avistei
e ao longe
o Mar
ali fiquei
varado
no 1.41
parado
a olhar...



se
Ciganos verdes ciganos
se o meu sangue não me engana
contas feitas à vida
havemos de nso encontrar um dia
entre averde
romaria
que se anuncia
de noite
ou de dia...





"procurar" 
somentemliverdade 
se poderá
se podem 
assim
reencontrar


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Esferas vivas . para além de tudo o que digas...


Serra estrelada
Lagoas das lágrimas

Senhoras perdidas
esbatidas
entre poemas d'amas contadas

quem la esteve não souv«be
do que se passava
ficou a imagem
gravada
na pedra mais atiga
na torre mais alta
elevada



que cultura esta
que canta em estranha peça
se ouça de desta
ou sinistra
tudo se entenda
na mesma pista

como compreender
uma terra inteira
sem se transparecer...

como se cantar
além do que se pensava julgar

e ouvir
fios de linho que se agitam
entre leitos que gritam
solidões a aamparar

como ouvir voz de povo, de pátria vida assim a se esvair
devagar
devagar

ou como contar história de vinda
da vida
em Primavera disfarçada
entre ritmos de cantos
de gentes 
humildes
honradas

entre os que cantamlá em belém
e os cantam
por todo o lado´para o cante não se esquecer

quem cantaa vida
quem lembraa históriamais garrida
e quantas
quantas linhas
nos contam unsóutros não

e onde param as linhas
que se acendem
quando as evocas

lembras
quando mais ninguém
tocas
quando as sentes e as ouves

vais além do mundo
esse tal
que em redor evocas

qual redoma espelhada
que para muitos
é tudo
sendo para tal nada...











Poema a  Camões  

- canto universal
que fala ao mundo 
em geralque a nossa voz
não pereceu

E que o cantar de tosos nós
em silencio
se escondeu


- Desde a Rosa das cem folhas Novas
desde as folhas verdes 
além de desfolhdas
folhas pintadas 
pelos grandes "Bragas"


Desde as fartas ribeiras do Mondego,
desde a Fonte das Lágrimas,
que na bela Coimbra,
as rosas de cem folhas embalsamam,

 

do Minho atravessando as águas mansas
em misteriosas asas,
de Inês de Castro, a dona mais garrida,
e a mais doce e mais triste enamorada,
do grão Camões que imortal a fez
cantando as suas desgraças,
de quando em quando a acarinhar-nos vêm
eu não sei que saudades e lembranças.

Lá deu seu fruto a planta abençoada
com sem igual pujança.
Daqui o germen saiu, sabe-o Lantanho
e a sua torre dos tempos afrontada.
Talvez por isso – ó desditosos – sempre
convosco foi o germen da desgraça:
Tu, pobre dona Inês, mártir do amor
e tu Camões da inveja empeçonhada.
Pesam dos génios na existência dura
Tanto a fama e as glórias quanto as lágrimas.

A que cantaste em peregrinos versos,
morreu baixo o poder de mãos tiranas.
Tu acabaste olvidado e na misériae hoje es glória da altiva Lusitânia,
ó poeta imortal, em cujas veias
nobre sangue galego fermentava!

Esta lembrança doce,
envolta numa lágrima,
manda-te desde a terra
onde os teus foram nados


uma alma dos teus versos namorada


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Sor Alice Muñoz -a outra Face desdea República - numa época em que o clero e ideiais liberais se atacavam mutuamente... quem escreveria desde o séc XX sobre alguém falecido no séc XIX



Basílica de fátima - de onde vêm as célebres badaladas actualmente estendidas por todas as igrejas do pais e que convidam  por hor a- arezar a "Avé Maria": primeira pedra em 1928, inaugurada em 1953. Como conseguiria ouvir as "ave marias badaladas a Rosalia enterrada em 1885?...





esta seria Rosalia?




a fotografia sem filtro ou trucagem - seria esta?




a cabeça por inclinar é esta?

omaxilar e e sstrura facil - nariz - ora o "aguilino" das tres pirmeiras - hora o "batatinha" da ultima - é a mesa Rosalia?...







 Folhas Verdes, de 1859
Publicação estranhamente "semelhante" às "Folhas Novasde Rosalia... que o escritor teria em alta estima - e que deu origem a publicação de "anónimo" da autoria da mesma Rosalia


Folhas Novas de Rosalia - 1880






"Florbela não era fidalga, mas a menina galega, era filha de Doña Maria Teresa de La Cruz de Castro y Abadia, de ascendência nobre e o pai um seminarista, ou sacerdote, de nome José Martinez Viojo. Muitas enciclopédias omitiram durante anos esta condição do pai de Rosalía, bem como o facto de ela ter sido registada como filha de pais incógnitos."


Consultado em  http://www.leme.pt/biografias/c/rosaliacastro.html a 01-12-2014

Fila da Roda.... ou filha adoptada - Filha da Igreja desde que nascida...






Ai Rapazinha!
Ti te-lo teo:
¡Seda as que dormen
antre o centeo!
   ¡Fuxir da lama
quen naceu nela!
Dios cho perdone,
probre Manuela.
   Lama con honra
non mancha nada,
nin seda limpa
honra emporcada.

Rosalia de Castro - cantares gallegos
Consultado em http://www.letrasgalegas.org/servlet/SirveObras/p230/02587296500292784199079/p0000001.htm#I_7_ a 01-12-2014



(...)





Irmã lucia e imagem de senhorade Fátimaem Tui - Pontevedra - Espanha - entre 1926 e 1943 a Visionária de Fátima esteve entre muros do claustro e encerradas de Tui


entrada actual do caustro de tui - onde as Clarissas ainda oferecem aos peregrinose não só, bolinhos feitos à mão, a  troco de uns cêntimos


Vista desdea catedral para parte do edifíco das encerradas - a zona que "mira ao Rio Minho" - Portugal - fica no lado oposto. Dai se ouviriam as "campaínhas" rezando as "Ave Marias"



Senhora da Assunção  - nomeada pela "autora" como pálida ou clara" - sndo que amesma é garridae tem vestes de cor - refira-se que a mesma se estaria reportando a imagem de Fátima - verdadeiramente branca entre as restantes representações da Virgem Maria


Imagem da Virgem em Covada iria - Fátima - Portugal - a imagem é coroada - diamentes como se referirá de segido, tem pomba muitas das vezes e nuvem - tal como referido no texto...





Deixada entre os fetos e os verdes – a imagem levada – pequena pelo q ue se nota na foto – é depois sujeita aos “cânticos típicos das orações nocturnas – que são – essencialmente – cantadas e não lidas – sejam as vésperas neste caso

Refere-se a imagem - que vai "soia" - só - à frente do procecessional - por entre o claustro em direcção á igreja do convento... sem que - às tistes que a olhem - nemlhes fal nem as oiça... uma reaccionária esta noviça (catellanos de castela, tratade bem os galegos, que vos chegam como Rosas e nos los mandais coma negros - nem mais - coma negros mesmo!);




Já vimos a coroa - cada estrela - o seu diamante - em cada nuvem - baixo os pés da imagem - uma branca pena - de pomba - triste - com aquele rictusde imagem compadecente - marcha a"lua" pela frente do processional...

Vem as orações depois do sol por - e é deixada no nicho com fetos e plantas verdes e os "passarinhos  piadores - que para matinas selevantam - com as primeiras luzes da aurora - de noite já adormecem - e os 2grilos cantam" - ainda que de noite ou de dia - desta vez "saem das sombras" e "aparecem"... 






Os “passarinhos piadores” – que depois vêm para beira da autora – são as noviças – que cantam.. e os grilos (que cantam de dia – não apenas na noite) seres de capa negra – dividida em dois – que qual grilos “aparecem das sombras”. Fala muito acerca desaparecimento sinistro de seres ligados às ordens que- fora de horas visita os passarinhos piadores… vejamos:


As nuvens correm, correm as nuvens (de branco, as noviças já em roupa de noite),a caminho da sua “cela” – da sua casa;
A sua casa – o seu corpo – e abrigo..
Depois de tudo 2terminado” – vão –se todos em embora
Ela fica…

Sem companhia “NEM AMIGO”…

Fica apenas – quando o “grilo se esvai” – contemplando as “lareiras das casinhas” – impossíveis de ver – seja desde fora de uma casa – como uma casa típica Galega –seja desde dentro de um claustro para o exterior – as lareiras iluminam as salas e os lare s por dentro – não se vêm desde as janelas nem na DISTANCIA – VEÊM-SE as chaminés fumegantes – não “lareira” que aqui fala d outro “algo” – aceso…

A  Autora confessa: – contempla as lareiras das casinhas POR QUEM (não pelas que) vive suspirando… ela ama aqueles seres de branco… ela confessa a sua alma rasgada e a sua dualidade…

Entretanto – AO LONGE – do outro lado do rio – como se ouve todas as noites para quem estiver em muros de Tui – ouve-se o retoque dos sinos das “Ave Maria” –que – como se disse – apenas soam desde 1928 a 1953 – em principio mais no final do que no princípio…

Este é um texto tardio – talvez da segunda república espanhola – na que – já se poderia ouvir sinos e na que – por mero acaso – os conventos foram queimados e desalojados – em 1931 – dando origem :








A ABOLIÇÃO DOS DIREITOS DO CLERO E DA IGREJA.

Apesar de que Lúcia – poderá ter – de pois e milagrosamente – continuado em Tui até 1946 – o facto do desalojamento e incêndio levanta questões várias. Já em 1809 – quando da invasão francesa – as noviças e enclausuradas andaram a “monte” durante meses a fio – algumas não regressando. Desta vez - estes sucessos podem ter sido – simplesmente abafados.
Facto sabido – que de ume outro lado do rio – existiam ordens religiosas afins – as clarissas tiveram inicio em Valença até 1754 – e o convento de Ganfei estaria disponível para realojar.
Saídas nocturnas das de “vestes brancas” .- nomeadas como “santa companha2 seriam frequentes e vistas pelos povos circundantes com deferência e contadas ás crianças como “histórias” do papão para evitar que se imiscuíssem ou contassem a mais acerca da vida interna das “enclausuradas”. Estas saídas e vias de acesso poderiam levar perfeitamente ao outro lado – Portugal- estado ligado à igreja. Ainda que sem concordata até 1940 –e depois de passarem os tumultos regressarem – algumas e outras desenvolverem família. Como costume  poderiam ser famílias ADOPTADAS – e as senhoras assumirem VOTOS DE MULHER CONSAGRADA – sendo civis- não integradas numa ordem de monjas – estando plenamente ao serviço da igreja como mulheres integradas no povo. Dai as contas estranhas – para 48 anos de vida e SETE FILHOS – e as semelhanças entre Lúcia e as fotografias alegadamente atribuídas ora Rosalia – fisionomicamente não ligáveis – ora a uma sua filha – que – logicamente – com aquela idade – colocaria Rosalia casada extremamente cedo – 21 anos – e com foto de família em data logo anterior à morte – única foto além das queimadas pelo clero – em 1883 (falece em 1885)...

Assim - entre meias - ena proxima examinaremos os "Castellanos de Castilla" - para ver mais clarament eesta linguagem da "republica" semi liberal que abole o clero e se atirade frente contra os valores por este defendidos ( esuas instituições). Poema no que - Rosalia - ou Sor Alice Muñoz - acrónimo fácil de ler na assinatura:



Sor (onde se leria "Ros" Alicia - arredondado o acento do i como um "a terminal" - Cas - castidado - Tuo - entrega - ~Mun gina... uma ssinatura deveras estranha para uma escritora conceituada e habituada a escrever.Mias suspeitas se considerarmos que foram QUEIMADAS - por vontade propria  e pelo clero - as restantes assinaturas disponíveis, fotografias e documentos aporcrifos ou não editados...