quarta-feira, 29 de outubro de 2014

XUNTOS MAIS FORTES








Ir às raízes






"Pénsase que aí ten a súa orixe a danza das espadas e o baile das penlas, cos que anualmente se celebra a morte da coca. Tamén se teñen datos doutras cocas en Galicia: enVerín, en Baiona (que era de Sabarís), en Betanzos (chamada Camelo), A Coruña (chamada Tarea), Ourense (Coquetriz), Pontevedra (que a mataron uns mariñeiros dunha pequena nao), Ribadavia (Becha), Compostela e Tui. [2]"

in Wikipédia, http://gl.wikipedia.org/wiki/Coca_(mitolox%C3%ADa) em 29-10-2014

Terra dos "ofíucos" de nascimento, entre Vigo e seu vale são assim conhecidos os "jazimentos" arqueológicos dos dias de hoje - tão pares como ímpares sendo a lua um dos calendas... calendares a lembrares...



A coca - as cocas dos carvalhos, os verdes rios e ribeiros - tãoparcos em todo so slados - terras de serpentes. de águas verdaes serpenteando - terras de ricas vertentes nas que os montes eram os anjos - os que velavam e guardavam pelas vidas que ali se velavam - entre os valoes que recebiam as pequenas cobras verdes que de verde se investiam - p+ara as águas... daverde ria - ou para outra - Branca - Rosa de Água fria... tantas as sementes da tradição aind alatentes, tantas as sementes do corção das nossas vivas e antigas gentes... entre as ferventes... entre as "fervenzas"... 
entre as Corrodoiras... Corredouras... 

entre as marcas de algo nos montes que subiam -que dizem "aparelha de os peitos" 

- a quem sabe o que isto significa... as marcas de rodas de carros de vidas que seguiam - além dos carros que as perseguiam... seres livres sede fortes, prontos a grandes feitos, "aparellade" esses tais "peitos" com o tal... 
o gado que subia e descia - da coca viva - para romaria, para festa do mercado geral... 

e que depois voltava - na noite escura - sempre amada - 

para dar de comer ao pessoal... 
Hinos que nos falam da nossa terra - seja Galiza Fermosa seja aqui a Norte - de Portugal...


antigo brasão de Conin BRIGA - Coimbra...

Brigatium... bragcara... bergantiños... pensar e somar - multiplicar e falar - que a academia de catela centralizada ache que - 10000000 é pouco para lembrar aos outros 2.7 a lingua que os faz ser nação - povo e cultura com tradição... se dizia António Daniel Castelao - que sendo o Galego ali "morto2 - por central vivia assim no Português de Portugal, asim dizia - PESSOA- que ser Português... é falar português... uns e outros dizendo - no penedo do Berço - em VIMARANES que Vimara Peres assim fazia, e que Portucale e condes d'antes assim transmitiam 

- uns e outros brincando - antes do que os "Afonsinhos" existissem, ou a história assim se refizesse em provençal se disesse e a roda dos dias se perdia - num segmento de recta...

Quantas primaveras contas tu?... Aqui del rey - diria alguém... e Witiza de Suevo nome - com real coroa aqui diria - que o tal Roderico Santo em Ourense - o despachou na litania... a serpente esvoações e em lenda estranha se tornou - ficou a marca de Germana essência - que o Português e o Galaico - não vêm da Provenza...

Dizer à academia - que a senhora do MINHO - é senhora de ESPIGA - que temofertas por todo o lado - por muito que a queiram transformar em luzia...

Que nos dias e nas noites de romaria, o povo canta e dança - como na Crolina - que quem CURA mantém assim a esperança - de ser Rei ou Raínha... Espiga amiga - desfolhada - que disseste à Castela o que FOLLAR dizia... e que aqui - Meiga amiga traduzia...


antigo brasão - da INVICTA - que "desfralde a tal bandeira" - dragão - recordação - coração...




Rosa branca em peito
sorriso para o que tem a "coisa a subir" para uma certa coisa de pau a partir, e para  aoutra que tinha cabeça debaixo do braço e que agora a tem em baixo e para o tal que era do "templo" e que se deixou levar por tanto "vento"...
Este - como sempre - sacerdote, profeta e rei - sorri... e perante os outros da coluna da direita, guarda o dragão que seu nome diz - Dan -
Dois detrás
a se entrelaçar
em forma de coração uma antiga chama a guardar

e os outros
que vêm das águas
ali mostrados
sem
mágoas

assim dizem as pedras das catedrais
aos senhores que por dentro
não sabem mais...




Povos de Goian, e Goios, Góvios - GOVI - desde Vigo até ao tal - virar nomes ao contrário e contar história igual...



S. João - do Porto

túmulo das famílias do "velho"...

com o tal casamento em segredo
bem pleno - bem cheio

dragões entrelaçados
coração em coração em todo o lado







 separados por um rio que é estranho - como num lugar estavam a habitar e no outro lado de um rio aparente se vieram depois colocar... fronteiras que as barragens do "Menor" um dia revelarão em "por mayor"...

pequenas contradições que falam do próximas que estão as nossas tradições- não diga um lado - na carolina - esta menina de lagarto pintado - que dança - que não o que cura - tem coroa e permanece sentado... entenda-se...


matriz de uma cama minha... de uma rosa - virada ao mar...
que ecoa a vida que continha para quem a saiba bem olhar...

dragão de coração a coração...
flor branca, de mão em mão...




Ou a "MEIGA" desse outro lado, que aqui é "meiguinha, sensível" - além do que é ao feminino habitualmente dado -  e que tem o saber da tradição natural... e que noutros sítios protegida, noutras paregens celebrada, noutros lugares... demacrada... por quem não sabe... disso nada...


alguém viu e interpretou
o que o romano cavaleiro ditou

alguém esqueceu
por alto passou
tudo o que terra e a vida lhe ensinou...



Como as cocas e as serpentes -que são entre tantas gentes... como a cuca do lugar do pica pau - feita em bixo mau... ou a serpente branca que se enrola entre as vagas na flor de água fria das madrugadas... de são joão assim contadas...


conheram tal devoção, tal cavaleiro, tal tradição...
sabendo que os rios e outeiros
guardam o que é portugal em devoção...
e que os tristes cavaleiros
que assim aguardavam
se esqueceram
e assim sua história apagavam...





E as de "verdor" - que o cavaleiro romano "Patrício de seu "nome" vence na sua própria versão - lá para as terras da Gália de nome Bretão... e nós aqui S. Jorge tivemos... depois dos Lencastre - que antes as nossas rosas eram as sementes das laranjas - maças douradas como sempre foram... desde muito antes...



de Bragança... a Lisboa
são nove horas de distancia

devia haver um dragão
para ir lá mais amiúde

seja o do palácio
de cruz branca em fundo negro
a de cristo assim dizemos

axedrezada é de mestre
assim fica para quem se apreste

dourada devoção
de dragão a dragão sustida

quina de traição
aparente mente vida

(se fosse verde - outro galo cantaria)





(a S. Jorge passou, Santiago era, e antes o cavalo e o cavaleiro eram da veiga e da terra)...


serpentes das catedrais
nos laterais

brasões
e brasas
e pequenos caldeirões
de três pontas e asas

tudo de Castela - claro- que nesta época era tão bela, 
que nem passava de condado...


uma certa linhagem
um certo conde sempre à margem
senhor de terra
por decreto próprio
ou senhor por Ourique...
ai ai Henrique
quantos dos teus feneceram
e este ficou
porque ambos
prevaleceram...




as espigas de milho
à Raínha
senhora do Minho
tão vasta a tua saia
tão grande tua coroa
tão bela a tua vista
a tua água tão boa...






 - o saber de terra assim demacrado, por uma nova tradição de coração revelado - mora ali e mora ao lado, mora por todo lado - em corpus assim a celebração - perguntar ao povo se a rainha da festa é um ou a outra...

- quase se apresta a ter resposta rápida em boca célere...


a cuca te pega

quando se romaniza uma história
as célebres serpentes desaparecem, os grandes patricios são os grandes e eloquentes
sabemos que entraram nas terras das lendas... 
entre as nossas calendas 
"calendario" Juliano plantaram
e ainda seguem a fazer contas 
para fazer assim "enquadrar" 
o ano...

Quantas primaveras tens?
quantas luas encaixas
quantos calendários solares poderás assim servir
se os meses não baixas?...

(o sete do amigo Dante(s) e o nove do calendário que não encaixe
começa o ano na Prima que é verdadeira... e encerra as contas antes que se queira

sete corresponde a nove, como "octo correponde" a dez...
dez dá doze
já viste que calendário se fez?...



Cruzes dos pobres
dragões a voar
esferas que guardam
o tesouro a guardar

seja o centro
da vida e o sustento
da nossa energia
seja a pedra mais simples
onde todo o mundo se via

hoje coberta
por cúpula anunciada
seja assim luzia
de novo iluminada

(monte - faro - mai nada)




cuca e o pica ... e o pau... e o amarelo - daqui se levou, a li se plantou e voltou a "sêlo"


encontram-se nos claustros
de certas catedrais
que estão sobre penedos
fenomenais
cujos claustros
aparecem ser tantos
sem gentes para lá dormir

assim se fazem as histórias
para adormecer ou sorrir

depois temos umas outras
perdida
como se fossem réplicas
perdidas

iguais?
talvez
às pedras das catedrais?

quem as fez?...

"Dragões meu senhor
são dragões..."



O carvalho-português, carvalho-cerquinho ou cerquinho (Quercus faginea) é uma árvore comum em Portugal.
"O carvalho-português tem folhas marcescentes. Assim como os demais carvalhos, produz a bolota ou landra como fruto, que é usada como alimento por vários animais, como o javali, o esquilos, que muitas vezes as enterram e se esquecem, acabando por ser plantadores naturais da espécie, responsáveis em grande parte pela sua disseminação, onde se destaca o gaio, os humanos usavam-na na alimentação e ainda se faz pão, licores entre outras receitas. "

Carvalho Português - fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Carvalho-portugu%C3%AAs - em 29-10 - 2014


carvalho português

outrora tão perto... 
hoje indo com o vento Sul
Outrora a descoberto
hoje de novo esperando
em peito aberto
a sua musica entre este 
ainda nosso
deserto...


Usar a imaginação... como se de uma história interminável se tratasse... as cocas, as florestas de carvalho de uma certa terra - pela ocupação, pela desflorestação.... um povo pela floresta alimentado, enraizado na floresta e por ela inspirado... pelas pedras pelas águas, pelas noites de reflexos de vidas tão belas - entre as florestas de vida cantadas... por tudo o que nos davam - por tudo o que nos davas - por essa VIDA NOSSA em raízes profundas ainda enterradas...
Quando a natureza supria, o que o mundo dizia.. quando as gentes se encontravam- nas águas claras - reflectidas suas vidas - nas carvalheiras sagradas de novo assim cantadas... vem ver-me catar - vem ouvir se esse amar de "romã" terá razão - ver ver cantar de novo o nosso vivo coração...

Carvalhos que a vida TODA alimentavam - à roda dos carvalhos as aldeias se encontravam... talvez pão de outrora ainda fermentassem, talvez essas bebidas ainda celebrassem... seremos nós "naçon" ou será estranha a repetição? 

...que guardou uma parte a que a outra esqueceu, que o galaico é português e é teu e é meu...
um lugar sobranceiro - em monte próximo - derradeiro - tema  espécie que fala - desde o princípio primeiro... 
quantos lugares ainda conservam - o que da vida se alimenta - antes de que as oliveiras - tão belas - fossem ali colocadas entre velas?...

Seriam os carvalhos os que protegiam, seriam os primos de orvalhos - sobreiros centenários que tanto nos diziam - assim chamados em ambos os lados - seriam os das academias - pelas árvores, as calendas,a tradições e as lendas assim tão enganados - que nos vissem - a nós mesmo povo - e mambos os o lados - irmanados?...



"Existem três subspécies de Quercus faginea: O Carvalho-Cerquinho ou Português (Quercus faginea subsp.broteroi ), são árvores que atualmente predominam no Centro Oeste de Portugal, embora outrora a sua existência tenha sido mais vasta, indo até à Serra de Odmira. A subsp. alpestris ocorre apenas no Barrocal Algarvio. A subsp. faginea ocorre nos sobreirais transmontanos e altibeirenses (e.g. alguns mortórios no Douro) ou, bem mais raramente, na mesma região, como dominante em bosques secundários sobre rochas básicas. Não é certo que forme bosques estremes, pois encontra-se normalmente associada ao sobreiro, e estende-se para Espanha.
O Carvalho Português é praticamente desconhecido por muitos Portugueses,"

"O nome latino Quercus parece vir do celta “quer” – que significa “belo” – ou “cuez” – que significa “árvore” – visto que, o carvalho é considerado o “rei das árvores”. 
A maioria das florestas autóctones do continente de Portugal (as que existiam antes da destruição provocada pelas actividades humanas) eram carvalhais."
Carvalho Português - fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Carvalho-portugu%C3%AAs - em 29-10 - 2014

O carvalho português ou cerquinho assume a transição entre os carvalhos de folha caduca do Norte de Portugal (carvalho roble, carvalho negral) e os de folha persistente do Sul (sobreiro e azinheira).

O carvalho cerquinho é considerado como uma espécie capaz de recuperar solos degradados, de limitar a erosão, de facilitar a infiltração das precipitações.

Fonte - Carvalho Português:
http://arvoresdeportugal.free.fr/IndexArborium/Ficha_Carvalho_portugues_Quercus_faginea.htm consultado em 29-10-2014


diz o verde.. João de outras paragens
deixai-os namorar
que os pais
os não deixam assim casar...
deixai
deixai

que se reconheçam
que se queiram
e não se esqueçam

deixai
deixai

que permaneçam
as raízes que se entrelaçam
assim como as vidas
que em nós passam

(que o vento traga notícias
desse nosso lugar
que vai além do lamento
de aqui estar
de ir ou ficar...)



TUDE- Tui
monte e sacrário do monte... pelos 1917...
ainda há o pequeno reduto
onde hoje está o silente Carvalho, 
a pequena azinheira e o sobreiro plantado...

era "má" a coca
como se vê em todo o lado
era dragão dormente
por amor despertado

faltavam os carvalhos, o cantar das águas
tudo pelo Sr AR (s)s assim de novo recuperado

hoje vemos os canos que chegam até ao topo, 
e as águas recuperadas... 
a toca de algo novo

nas noites mais frias - se sentem as águas
os vapores animas
as gentes que passam

como noutros lugares
vistos dos faros

assim nossos
assim vigiados

vapores de vida  e louvor
vapores de encanto
vapores de louvor
que se fazem entre 
canto e canto...



diz a legenda
Tui quem compreenda
diz a valentia
da terra fria
entre o orvalho
que na noite fria se erguia

ver ao de longe e sentir
onde estará a construir
a torre que fica ou a que está a ruir

torres
de casas
de pão
torres de exaltada
exaltação...






como as cocas - a "má coca de Tui" - por ser monte estéril até aos anos de século passado, no que a coca - os carvalhos, a água - foram de novo plantados - e a vida voltou afluir e a "má coca" - voltou a sorrir... mistério sagrado profano - que se celebra dia a dia  e em cada ano...



Cocas do Porto, de Coimbra - em brasões de cidades marcados, cocas de norte a sul e na Europa por todos os lados...


cocas no brasão de belém - dorado para quem - veja uma cruz de branco e negro e no centro - guardando a vida - das quinas e do seu fundamento - um dragão atento...

 uma forma de se dizer que não há forma de se esquecer tudo aquilo que levamos por dentro...

imaginas que a vida se esvai, que o seu fluir - como um rio... assim "cobreando"... com o azul do céu - se for deserto... como verdor do amor da nossa terra em verde se transformando...



Imaginar como o cuco - existe em Timor -  como a "cuca" existe noutro lugar - como se assustam meninos e meninas com a tradição da terra e do lugar

- sempre que S. Jorge mata o Dragão - mata as serpentes (da vida) de um lugar;

o patrício assim funda e erige edifício - perdem as raízes a tradição e o início...

 ficam apenas as lendas e penas do que ficou, ficam as cocas dos carvalhos de por quem lá passou,

ficam as festas e romarias, ficam as lendas de bruxas feiticeiras frias

- damas senhoras inteiras dando origem a uma profissão de valor - senhoras de saber das ervas "do lore" da tradição - do "folk" do povo chão...

do saber que se celebra - nessas pequenas terras - Vilares que voam - perdizes em mão - seja por coragem ousadia.. ou não

- seja por simples coerência, com o que se sabe de alto a baixo: desta nossa terra que continua com a sua cadência... tão simples... como bela... como uma barca que na lua avança - dia a dia - semana a semana - algo que se lembra desde ser menino criança...


o cálice mais sagrado
sendo puro e livre
ou profano
eis as águas mais puras
essas que dos montes fluem
e a terra própria em nós apura...





Uns falam de bruxedo - outros saber dar voltas ao penedo...

seja uma árvore que se ilumina - e voltas  e voltas lá convida
seja uma pequena capela sem nome´perdida
Sto Ovídeo... em Pt Lima... Senhoras da Cabeça - da coca de ocasião - sejam estas a imaculada... ou não... quem roda à volta da nau três vezes, roda para espantar o medo, roda me volta do edificio cerrado e vazio - trazendo de novo o brio de louvar um "rochedo"?... ou o algo que ali existia ntes de a tradição ter ficado de si mesma vazia?...



o dragão guarda o alento da vida
o dragão flui no verde
que se escoa
entre os outeiros

entre os montes antigos
verdadeiros

o dragão é chama de vida
sopra no vento
e é água
e é assim parte daquilo que se respira...

a tua essência
até agora esquecida...












lendas que falam de serpentes marinhas, de águas que cantam, das mouras de outros dias quando as gentes eram assim tão preto da naturais melodias que os que sabiam - espantavam - aqueles e aquelas que o "ouro frio" procuravam... que melhor maneira - que a vaca em chamas em volta da fogueira, que melhor maneira do que o velho papão e a velha de escova na mão?...

que melhor maneira de um povo de coração de se proteger, detrás das crenças de quem vier...
se vem por bem, bem encontrará - se vem pelo ouro - ouro ali não há... escavará, escavar e a água da "corredoira", "corredoura", a vida que protege e alimenta o vale, a flor de vida que vive em cada coração que a sabe e cale... essa ficará protegida - se o o monte palpita e a terra fértil assim se mantinha - VIVA...

Lugares como paredes - desse algo - aqui neste "ninho"... Fonte douro - Fontoura que fale do mesmo que digo... cousas que se dizem em bom galaico português que as mouras e as minas de água fria assim já não mais se podem esquecer.. e que os tesouros guardados e enterrados, no coração do dragão lacrados, no coração do monte encerrados - são o coração da própria vida que nos guarda - dos vales que silentes e imponentes - nos nossos montes assim se erguem - reis e rainhas de sempre - serpentes... ecoando

- o nosso nome ao vento, ao mundo atento...

à luz do luar suave e lento,
à luz do sol - farol - monte do faro se acendendo
 - seja aqui. seja além,

seja em Valença do Minho e do Budinho também...

ou do coração de quem "ali" caia - encontra-se por bem a alegria, o conforto, a paz que procurava e que no fundo de si ainda vivia - por reflexo de ser que "por dentro ouvia e sabia e que tendo algum saber de fundamento - descanso, alivio e acolhimento assim fazia... senhoras de vida e virtude - da ofíucos as serpentes que outros aludem - senhoras do saber - que algum sábio se olvidou de transcrever...

 - fosse por algo que os trazia fosse pela simples "litania" de ter ouvido quem sabia - falar em linguagem aberta o que a vida assim liberta...


das verdaes aguas das rias e das verdes águas pelas carvalheiras (cocas) pintadas... de verd serpenteantes - como antes eram vivas e vividas -.pedras sagradas que eram lidas - pelas jovens em romarias... como entre S. Lourenço e a Montaria e São jão em noite fria.... pedras que falam... pedras vivas quando se engalanam - de verdes vivos e águas que cantam - baptismos de águas puras enre gentes assim chamadas...


e as do mar outro nome - maiores a e nomear - como tracra - e o seu bater e o seu ecoar... e o que lá em cima se encontra para as pequenas gentes aind apoder brincar - labirintos presentes desss e tempo de magia ainda enre nós a se mostrar...
avançar com passos firmes
e mais não desanimar




Um dragão engalanado
Um dragão nosso
Em todo o lado
Nas “armas” de terras antigas
Antergas de vida hoje despidas
Uma dama e donzela
Com o pão
torre sua casa
Uma constelação
Que com outra a abraça

Símbolo da vida
assim pautado
vida em brasão
estilizado

Desde a Galiza ao Minho – passando por todo o lado…
Coca ou dragão assim nome ousado
Do Porto invicto, à Coimbra assim dito assim escondido
Assim consagrado

Torre da Vida excelsa…
Torre da casa do pão
 que não fraqueja
a que não diz “não”

que a vida
de vida alimenta
a toda gente
que assim seja


Torre invicta
Por ser onde seja
Torre da nossa pátria antiga, anterga…

Torre da dama
Da donzela
Da primeira…


Da que incluía toda a gente
Toda a vida
Assim em margens sagradas
Assim as via

São rosas senhor
Assim dizia
A quem procurava pão
Noite e dia

E trazia em melodia um sinal
Uma certa saia a abanar
Uma certa serpente coroada
que agora está silente
agora se mantém calada

A ninguém diz mais nada…





SEJA NOITE...
OU
SEJA DIA...


DRAGÕES E COCAS - nomes quese trocam
- dragões que guardam vidas
quando os dias eram dias
e as noites não eram frias...


VOLTAS EM VOLTA DE LUGARES ANTERGOS - SAGRADOS - CONSAGRADOS ANTES DE SEREM BAPTIZADOS


das cortinas do palácio da exaltada

de belém - ninguém disse nada


GUARDA O QUE VEM DE VERDOR CINGIDO aguardam os BENIGNOS ASTROS

O coração do leão assim tido

e os outros

são
tantos...
tantos...




segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Terra de ancestros - dos últimos s@rão os primeiros






Sabe – cuando estudié el gran honor que se contempla en algo que traduce utilidad pública, derecho de asociar-se…

después de tiempos en los que esto era prohibido,

en estos  tiempos en los que las vendimias son prohibidas , las desfolladas prohibidas – por las cuotas comunitarias: vendidas), los san juanes entre todos prohibidos por ser lo que somos,

nuestras casas de puertas abiertas –a hora cerradas, prohibidas y trancadas por llaves de oro y tesoro – así aseñoradas

 prohibidos (y veo gentes haciendo cursos de defensa personal en vez de promocionar – vitalización, desarrollo, auto. Estima y confianza – esa que es nuestra cultura – más de lo que dice la letra de otros lugares de enseñanza

 – allí DONDE MÁS ÉS NECESARIA – y no solo entre quien paga)… entonces lo veo un poco más claro – lo que somos y en lo que nos transformamos (transformarón)
Fuimos prohibidos… por quedar separados

La señora en su clase de step, el señor en las pesas, el niño en la de kung fu neuromotriz o como quiera

– que antes eran de seis años mínimo y ahora los tenemos de cuatro… a veces menos… que caray – que ha pasado- ha evolucionado la técnica o ha evolucionado la falta de paternidad en la técnica – somos guarderías vivientes o profesorado honrado por una arte milenar y algo “transcendente”?

Cuando veo esa historia, ese algo que se reconoce en la tierra misma – y en las gentes:

Que es bienhechora – que nos da todo y no nos pide nada:

Que nos da verdor eterno, agua, campo productivo, mar salada, que nos otorga un tiempo ameno… para que vivamos así – como las gentes de antes

– que compartían mientras vivían… como esa que me llama mientras camino – barbado, calvo, con mochila a cuestas por el camino de Santiago – y allá por el 98 ya me preguntaba:
 “meu fillinho – me llamaba hijo!

 – hoy que ni los vemos ni nos miramos nosotros a la cara!

Y me preguntaba si quería pan, o queso o fruta…

o otra Humana antigua – de esas en riesgo de extinción:  que me llamaba – allí por padrón – yendo por herbón... en una tarde que llovía que dios la daba – que nadie abriría puerta a alguien de cara tapada

por las ropas impermeables

– esa señora –amable – me llama, me abre la puerta, me hace entrar en su casa, me presenta  a la familia, me “obliga” a comer tarta,  a beber leche caliente… y me regala un sombrero – por que llueve…


Se entiendo quién es nuestra gente?... pues eso he descubierto cuando leo la constitución… las gentes de mi nación… y el legado que nos han dejado – al dejar abierta la puerta para que otros recojan testimonio, y por ley protegidos devuelvan vida a la vida de nuestro Humano patrimonio…



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PSEUDO-ARQUEOLOGIA


um porto azul
um rumo de vento Norte
troquei-te por um mar
ao sul
uma outra sorte
de ser o que se é

...raízes que mais não se podem esquecer...




"...quem esquece as suas raízes perde a sua identidade..."



as espigas de vermelho

além das "papoilas" de outros tempos

os rebolos do linho

os campos de vindimas - tão parecidos

os lindos
de um certo lugar
que vão ao monte antes de casar












domingo, 5 de outubro de 2014

Confusões, coincidencias e divagações - povos imãos que se namoram pela noite dentro choram- durante o dia de novo se levantam - como duas nações diferentes em olhares tão perto assim se encantam...





lugares de encantar - onde se ensinam os que "regressam a saber encontrar - via, caminho  e lugar...
mágico e estranho lugar - onde se emparelham desde cedo sem sequer o povo assim "notar" além das famílias e dos olhares que assim os reconhecem ao chegar...


Quando as vozes se encontram, quando as gentes mais não andam "a solta" - sabem das suas "raízes" e do seu lugar - sabem de onde vêm - onde estão e para onde voltar...


vive no velho e no novo
vive no luar - nessa lubre e na lumbre que se acende de novo no lar...



namoros esquecidos, durante tantos anos sustidos - que sejam estes vermelhos  e acendidos e garridos, 

sejam de verde investidos... de verdor cingidos... astros que são de novo dignos - não mais lidos nem «tidos" como antigos signos..




ainda procuro
por quem não esqueci
por quem já não volta
por quem eu perdi

(um sinal de ti)

sejam uns de grande coragem investidos - como leões:
 - corações assim acesos e mais não perdidos ou presos...


sejam outros da terra - das pedras e do mar que nelas se enreda.. sem se fazer notar

suspirando nas areias, se encavalitando entre as pedras - seja esse o mar de cavalos selvagens entre a a espuma a se encabritar - dos cavaleiros das ondas que assim poderão voltar a cavalgar...




espirais - sinais - de um cavalo - de sinal de Ileon.. do senhor dos mares sinal - como da espiral das ondas - assim se mostra.. assim se descreve - ali está para quem quiser ver ou olhar - que nos olhos se reflecte o «NOSSO MESMO OLHAR"

Diz o Hino
de uma certa nação...

numa estrofe que nem se "reconhece... nem não"...




quem serão os "avós" - serão os tais VIMARANES e os PERES e os enviados por Afonso III para - um porto mais ao Sul?...

que defendem os escudos - que mostram as quinas - o escudo em verde de alguém que era de D. Tareixa- do Bierzo - Galega - e não da outra - BOURGUNDI- de "Urraca seu nome...
e que Afonsinho seria - o que nascia num lado ou que vivia aqui, auns quilómetros desta nossa agora fronteira e bem longe de "Mdrd"?

Mãe de Reis - Avó de Impérios (reza a placa que existe em P. Lima - a cerca da tareixa e da doação que ela e "filho fizeram") - eis a TAREIXA GALEGA de quem falamos... eg régios avós... 

quinas de Lara ou Trastamara.. em verde... condes amantes - pais - à moda antiga (que ainda existam em soajos - e afins) - que os Henriques - "Bougoundi" - nas linhagens locais não entravam - davam jeito por serem - "familia" de um tal - MONGE - Bernardo - Claraval -  que deu regra a uma tal "ordem": 

que ajudou na conquista da BOA LIS... seja que "sil" e a ribeira sacra e o rio que ali se estende... nem tanto Leiria.. que depois foi, nem tanto Vimara Peres (que fundou Vimaranes - antes de Afonso a ter feito "Berço" - amando do rei Afonso - mas o III - "do outro lado, é claro"
esse - que ainda guarda (e aguarda) o esplendor de volta - como eg régio avô
 - a Sé antiga - da tal invicta - que um dia desfralde - "a invicta bandeira"


como sempre - "histórias" e "coincidencias" - mais nada

já dizia João verde - "deixa-os namorar".... vamos la a terras de salva terra - e ver desde o Norte - o que o Sul nos está a contar... um porto Azul... nessa ladainha que conta a legião felina aqui plantada - em voz de quem canta esa be o que faz quando o compõe e assim se divulga a esperança...
"



"Oceano - a rugir de amor - o teu braço redentor deu mundos novos ao mundo"

lei quem quiser, o que nas caravelas de uns e outros alguém ousou escrever
que a cruz nelas desenhada era da mesma ordem
sem estar esta "nacionalizada" 
e que as caravelas
foram bem feitas
nessa Galiza
tão ignorada e perfeita...








...cruzes esquecidas
sinais perdidos
cruz e roda de novo unidos...


são "João do Porto " - TUI - ESTRANHA FORMA DE VIDA - que os "panteões" dos nobres - como o 2velho" de "caminha" - Pedro Madruga de seu "heterónimo" e famílias várias -  estejam - fora de muralhas e longe de catedrais.. estranha forma de vida - nada mais...





dragões escondidos.. entre as ondas a marejar... como ophiucos perdidos - desde o mar de Vigo assim a passar... sãoas casas do povo queali se abr«eirou e ficou

como se perdeu - ou se esvaiu - nada se sabe - ninguém viu - ficaram os Dragões para contar -entre catedrais e legios- os romanos até ajudaram adivulgar

estão nas pd«eras das catedrais, nas igrekjas e dinteis... estão nas histórias dos reinos e suas sedes - mesmo aqui - onde este dragão de origem ainda segue - seja Witiza o Suevo - ,orp«to pela Igreja o o Santo que estes escolheram - RODERICO - outro pretendente ao trono - que apoiando os sempre - do trono se fez dono... lá por Ourense ainda há histórias para contar...

Fica para uma próxima...








sejam espirais e vitrais nos olhares que mais não revelam
 ó que detrás da pele se esconde e mais assim revelares 
- assim se escondem entre os dias 
- e nas noites veladas se anima 
- de novo aos novos dançares


musicas antigas - de uma mesma cultura
o coração e a luz pura
verão que se fala de amor

outra sementes - outras vezes verão o dragão -  como algo "pior"
fossem as cocas antes de romanizadas
os montes e as águas puras
das nossas aldeias
as guardas veladas..



como uma musica que se cante
num ou noutro lugar
e que nos fale 
de uma saia e de uma 
carolina a dançar...

na noite escura
sozinha
como seu amar maior a dançar...



seja um hino que pretende esclarecer:
 que esta terra nem tem nome - 
nem  é província a bem dizer..

teve de se esconder ou velar
a verdade que a terra verde
os outeiros ás corredoiras
e os tais montes
que são "milladoiros" assim nos poderiam dizer´sem perguntar 
ao livro de história qual o ouro que guarda esta terra 
é como flui e se escorre
de encosta a encosta

e como dorme a tal coca ou dragão... e assim por nos vela e nos guarda - de encosta a encosta -a gente do vale que "ouragos" depois nomeia e depois em romana procissão fazendo templos - alguns deixa de "coroa" telheira.. partir telhas - tradição antiga - quem for a "ouvidio" - que o diga, que o diga...
um sono que nos mantém e nos guarda e nos retempera e ampara esse tal monte
de fina pedra branca e esguia, outras vezes pintada se for entre metais esquecida...

sejam as pessoas desse lugar
as primeiras assim ensinar´que os fortíssimos acentos são de origem bem ao Norte... 

e que a triste a "vera" sorte espalhou o seu "cantar" ao sul...



seja que um nome ressoe - de rei e de renome - se escoe - e assim se faça "rei" entre todo o que tome...



as ARGAS... OOPS - as "argonath" as imagens dos "reis de outrora" - para quem andava com anel de serpentes entrelaçadas.. como diz um "numenoreano" acerca da ilha de S. Brandão - não há "réis" que se saiba ou não - que nem se precisam - nem se querem nesta terra - que assim foram jogados às perdidzes.. ou assim escondidos para que ninguém noite quem reina...







(cantam eg regios, cantam sortilégios, cantam canções de encantar - cantam melodias e magias que ainda pairam no ar - se namoram as melodias antigas e se namoram para ao fim se acabar - como estrofes no tempo perdida se foram casando sem se notar - juntar a Invicta Bandeira, o porto de algum lugar, com a nobre luz-titania que uma outra melodia está - desde sempre a chamar)




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Azul e Vermelho...


Esperando a estrela da esperança
entre cantos de seres antigos de novo criança…

Reconhecendo na imagem antiga
Á sua própria e mesma vida

Nesses “São João” que se saltavam
Fogos além medo
Alegria

Se festejava em plena noite o pleno dia…




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ascendiendo - poemas por una causa - un excerto para generar un cambio de pensamiento


Ascendiendo al paraíso

 

Cual el jardín pedido

por dentro prometido

E que aún nos separe así

 

Cual un gran y creciente rio:

De entre muchos, olvidados

Los tristes, de si despojados

 

De esos  aun durmientes  o alejados

Que nos unen por un mismo camino

 

Por una misma dirección o sentido destino

Desde el delta al origen se hacen convergir

 

Seres que en vida - vida se reconocen

se encuentran y día a día demuestran

Eso que en verdad  implica compartir

 

Flores de vida – como semillas

dispersas unas, otras dormidas

 

Otras semillas vivas, en corazones suspirando y despertando,

En su proprio llanto ya cuidando,  desde lo lejos así llamando

Eco nuevo entrelazado nuevo canto entre melodía celebrado

sábado, 23 de agosto de 2014

Flores de luz - um poema à parte

As Flores Vermelhas - um rio subterrâneo que une as terras velhas...





 –contempla duas partes – uma maior – em prosa meia e com a descrição do que é o périplo
“do betão ao coração” – do qual selecciono alguns poemas deixando aprosa e o descritivo atrás - para possíveis interessado(a) em descobrir o fio da meada de onde advêm as histórias que a poesia narra;

 e – rosas ou flores de luz – a essência das poesias – que traduz as “almas” Humanas – uma vez despertas, iluminadas de novo integradas, entre essas paredes de betão – com força cadência para palpitarem e iluminarem as vidas próprias e as das sementes que as rodeiam – encaixadas nessas paredes meias – tão parecidas a cemitérios quadrados por seres humanos ocupados;

Esta é a primeira linha – que auspicia, ou termina – com o “grande despertar” – no que a luz das rosas em flor se assemelha à Vida que palpita e vibra em derredor – até ser tão semelhante que se faz – integrável – sem se sentir a diferença – a vida – o mundo “rebenta” – sementes de luz em todas as partes – Numa Nova Primavera – de vida plena, plenamente integrada – como se um sopro unisse tudo, como se uma luz se ergue-se de cada fracção de matéria de novo animada e consciente – e entrássemos em sintonia plena – por harmonia – com a nossa verdadeira essência…

Até a gora – os véus do templo jazem rasgados, a vida esvaiu-se- como se de um nascimento não consumado…




A Etérea, a Luz viva se move… algo emerge… algo anuncia de novo o Ser que emerge.. como uma cúpula dourada… de novo feita prateada… numa noite que não o é… palpitando num purpura sereno, acolhendo todo o Ser em pleno – depois se iluminando… suavemente se elevando… até se transformar num novo “canto” – numa nova cadência – traduzida por “esperanto” – unido a consciência – nesse novo mundo… nesse novo Ser entoado – uma mesma vida em tudo e em “todos” – assim manifesta, assim se manifestando…

Seremos de novo iluminados – assim – por “dentro” – “elevados” – uma vez se transforme esta nossa matéria dita "vil" em actos e flores e cadencias de encantos mil…

Nessa nova harmonia, nessa nova melodia – de luz e cor… de vibração de harmónicos de cadência maior… se transforma o material em luz.. se transforma a vida em algo que reluz… e segue como rio de prata – vivo e vibrante – além do que a noite do pensamento define ou mate – para um grande Ser ou Amar – esse Mar de existência de não mais terminar…

Essa essência – Ágape como lhe costumam chamar – no qual somos um e somos muitos – como um novo “Ser a nascer e assim se manifestar…

Logo que o cristal esteja vivo e vital, logo que os lumes se apaguem e deiam origem ao Lume Real – essa luz branca , pura – sagrada – que cada ser, cada rocha, cada árvore de vida iluminada – possa de novo traduzir  e mostrar – e não apenas uns poucos sintam, saibam,  e se reúnam para celebrar..

Hoje escondidos entre o ”Mar de betão”.. entre os aparelhos urdidos entre os buracos fendidos – das rochas antigas – por fria mão…



Hoje ainda dormentes –adormecidos – à chamada e voz do coração…
Um dia – despertos – de novo erguidos – iluminados – assim de novo fundidos – numa mesma “ovação”… uma melodia ecoando nesse ventre vivente desta terra se manifestando… e o “amnio” rasgado seja de novo recuperado…
água de luz pura que alimenta sem maior premura… e assim nos sustenta e eleva de volta à suave alvura
E a placenta da terra seja de novo amena, desperta – viva para todos -  e de toda maneira…
E a cristalina e pristina barreira – que ampara a nova Humanidade – essa eu ainda vaga, - como pequena colcheia num tema de melodia inteira;

– essa  que se desperta lenta –  célula, a célula – de um novo ser dessa melodia ainda incerta….
Assuma-se assim – lenta ou súbita chama – se apresente como melodia desatada – como Seres Humanos entre o vento… assim de novo içados – mais além do firmamento – corações em si Humanos, em si mesmos iluminados;

Voos vivos – entre o presente e o infinito, pontos por dentro assim entrelaçados – de coração coração – pontes de vida e devoção, pontes antigas – de novo vivas – entre os pontos certos de arribarem e fundamento, desta nossa nova constituição de elementos que se reconhecem – além mente – se desvanecem – para dar origem a filigrana prateada
A um sonhar que vai mais além deste nada
E que vai descendendo
Se incorporando
tomando espaço
Por dentro se manifestando
Novo céu em nós reluz
Coroa prateada filigrana de prata amada, em finos fios de luz entrançada.. unidos por pérolas vivas que são assim Vidas Coroadas…
E do profundo um fogo novo surge.. um canto além mundo se insurge – contra alienação, em prol da renovação.. um sol dourado – por dentro assim guardado... mantido – latejando – vivo – como fogo entre as raízes profundas, das nossas árvores mundos; contido…

Ave de cariz renascido – entre cinzas latejando, como o fogo que se mantém entre os carvões de quem já não tem o coração em si a rubro fogo brando… quase branco… quase se elevando.. desde as profundezas de novo se alçando…

E suba esse fulgor – reencontrando – essa coroa pristina que baixando – nos abrace e englobe – nessa gruta de magia nos renove:

 – E quando tanto e tantos se perdiam, – entre as curvas de um mundo e de uma via vazia… chegando com chama viva, iluminada fronte e perspectiva – luzes que entre a luz se reflectiam – em olhares que novos dias assim anteviam…

Nova aurora entre a noite escura, nova força que desperte o que mais se descura – e que esse fogo – em si mesmo apura…



E indo – mais além – desse mostrengo – que temendo – nos diz para ir para outro lugar aquém – se recorde o que dizia o que no leme tremia até três vezes afirmar, até três vezes mais não negar:
 – que a vontade que o leva e o ata – que eleva e o medo mata, é a vontade de todo um povo e de quem assim o comanda – coroa de vida entre todos investida – coroa dos simples em viva vida transformada;
 – umas vezes luz pristina – entrevista de forma simples, por vezes vermelha quando airada, por vezes azul e subtil quando suspirando passa sem deixar peugada;

- que se vê de forma singela, que se sente de viva maneira, na alma de ser Português… de se dar o que se tem e mais se alguém quês…

-  gesto de forma comedida que o mundo inteiro alcança e que o mais além ouve em forma e gesto de nova criança – encerrada em gestos de lembrança do idoso ou idosa que nos embala, que nos agasalha com tudo ou nada;


No gesto simples de quem passa e para – para ver que faz falta.. estando nós tão longe como povo que neste mundo não para;

E o além olha – aqui e aquém – porque será que esta espuma branca – de tez escura disfarçada – de trabalhar de sol a sol e ganhar força e forma de gente humilde de persona honrada – porque será que foi dispersa – como semente de gente bela – em presentes escondidos, velados, esquecidos – transformada…

Atá ao dia, no que as suas linhas despertem…



… de entre o tapete dos dias medrem…
e a tal com cheia temente, tão pequena, tão ausente, se incorpore na grande melodia entoada… e assim – de novo eloquente – se erga em canto, num novo eco assim trovejando –
o quanto existe de encanto… desses filhos de Luz Titânia, de Luso que traduz o antergo, uso que aqui não se paga nem se demarca – nem se definha nem se afasta – por ordem alguma se depõe – e por caos nenhum se impõe


Ouvir Hinos irmãos, encontrara sintonia e a coesão – quando cantados na mesma língua de uma mesma nação – que se unia e reunia por laços de tempo e devoção – além da aparência fria – que se anuncia:

 – uma força – como esse rio subterrâneo – crescia..
-  se refazia – como nação tépida e branda … entre o mundo que ficava de cor branca… e quando a neve caía e o lobo aparecia


 – essa força pungente, esse amar candente – ressurgia:
 – como a ave de fogo esquecida, com o rugir do leão que o tempo anuncia, com a força viva que caracteriza – povos irmãos:

– por língua, coragem,  história e linhagem…

Por ouvir a maresia e o que a seu tempo ela nos diga – “amar” seja de novo cantiga e um beijo escondido na roda entre goles de malga passada de mão em mão o escreve de forma fina numa melodia antiga assim por nos recorda de – evocando gente da terra e a sua tradição velada;

 -  dedicação à maresia e aragem, por darem mundos novos ao mundo e combaterem novos mundos sem ancoragem com igual e diversa coragem;

  - por se mostrarem nas histórias, nas memórias, nas pedras antergas -  essas baixo cruzes mais tenras - por se encontrarem nos mesmos lugares e nas mesmas tradições sem pedras e cartas se falarem…

 - por serem em primor irmanados –que nos momentos mais puxados – se mostram e depois se esvaem e rodam em volta do mundo;

– guardando o mundo com sua presença e dedicação… estando por todo o mundo – mundial nação – que reúne e une as gentes numa especial devoção…

Esta é a terra de origem, de tal crivagem, de tal linhagem, de tal gente de forte aragem…
Senhores das ondas e do mar, da verdade terra nossa;

Da rocha candente e das tradições além tempo que o tempo se encarregou de toldar…

Das senhoras de virtude, dos homens que iam além medo, do que é resistir a ocupação mesmo o ocupante sendo “grego”…

Assim, dizendo sim, a Harmonia, à beleza da Vénus que nos acompanhava além terra fria – compreendendo sua dupla face – no céu ardendo – uma a esperança nova que se ergue – na nova aurora e que como arauto:



– ela mesma anuncia – a outra a estrela guia – fiel, até o mundo ser terra fria – mostrando, desbravando – as trevas que se pronunciam;
– sendo esperança de mar, rosa que paira no ar – que se reflecte no coração, de marinheiro que mais não se compromete com fama riqueza ou dinheiro;
– e que indo a além da dor, passando além medo e duvido a desse eterno grande senhor – invocando o que leva dentro;
– desde a aurora dos tempos cantando, desde o firmamento nos lembrando  desde o fogo do enraizamento se erguendo, como pássaro de fogo imenso se levantando;
– uma e outra vez se mostrando – desparecendo quando não é preciso – além de toda dúvida critério ou juízo;
– eis a força da vida em essência – essa mãe forte além ciência – essa que beijos nos dá que recobre o ser que se entrega;
– que vai além do que o nega – e volta trazendo a luz do dia – desde a noite escura e mais esquecida;
– e esperança de novo anuncia – em peito ardendo e de ser ridente – novo guia para uma nova melodia – novo dia que desperta – quinto sinal de porta aberta…

que traduz – uma mar que não se deixa domar… de uma tradição milenar, de um povo que nem tem governo nem se deixa governar… de um algo mais além do tempo que – por sempre – está pelo coração latente do português a chamar…
Esse algo que não se pode domar – espírito ridente – como criança eloquente – erguendo castelo a beira mar…
… castelos que se seguem… e vão – castelos que não permanecerão…
a não ser os gestão de pleno coração:
– devoção de um povo nascido e criado a beira mar –
 - que entende suas vagas e sabe do seu cantar…
e que entrelaça lágrimas – de alegrias e glórias passadas com as tristezas, que ainda hão de ficar – e espera – em voz de esperanto – se ir lentamente entrançando:
– com essa melodia viva, essa harmonia pristina –
 - que também lhes cabe experimentar… viver e partilhar – no dia entre os dias nos que os dias sejam todos iguais – e a horas revelem serem senhoras – sem pautas para as fazer marcar…
Ai se mostrem os segredos, ai se revelem os anseios;
- ai se quebrem os pratos velhos, os derradeiros mostrem seus puros conselhos e se abram as portas veladas e as melodias - outrora encadeadas;
Livres – de novo cantadas – sejam assim revelação tão esperada:
– da razão pela qual um mesmo povo pagou…. e vagou – por toda a terra se agitou – não existindo assim por nada…
Procurar ai as raízes profundas de um maior desígnio gerador;
Que escolheu um recanto do mundo, para dar mundos novos ao mundo, com Oceano e seu braço vencedor…
E as sementes, além mentes – assim plantadas, assim queridas, assim deixadas… apesar dos laços e dos abraços e das forças que nos unem assim escondidas, assim esquecidas assim – aparente – mente – para a mente deixadas…
São as forças vivas as que se agitam entre as entrelinhas da melodia das eras;
Essa que apresenta nestes tempos novos desafios e estranhas quimeras..
E regressam os da tradição e regressam os da honra e devoção… e se mostram – pouco em numero – intensos em emoção – por sentirem essa prensa de azeite e rirem – por estarem além da dor… por terem passado o bojador – faz quinhentos nos – que o medo apartamos – e assim mantivemos – à margem – entre esta costa, esta linha e esta nossa fina aragem…
Assim vem o medo de novo – vem o lobo disfarçado – vem de novo o povo que erguendo-se deixa de ser do medo escravo…
Evocando o egrégios – esses que são os grandes, as linhagens que nos são importantes, o sagrado e o profano – numa mesma forma de ancoragem…

A Roda e a Cruz – novamente em marco, em mastro de barco alto, novamente se erguendo – desde as águas aparecendo – como espada que tudo abate – seja medo, duvida ou vontade de combate;
– Trespassando as sombras as ilumina – com a força de uma nação que amor e devoção e doação em si mesma transpira…
… em cada latir, em cada agir, em cada braço oferecido para ajudar e se unir…

Essa é a nação marcada – pela vindima e desfolhada… essa dos folares… e das cruzes que entram em todos os lares..
Essa das tradições ainda vivas – de ecos de memorias antigas:
 – das argas que no lo digam, dos cânticos entre as noites frias e das peregrinações entre estrelas vivas…

força de rio subterrâneo que flui… que ruge e aquece e em certos lugares prevalece como força que une e enriquece com o seu fluir… como o rio divino, de pendor cristalino – que ameaça ruir.. ou que desce como corada força emerge – de entre as divinas aguas da noite…

que o rugir do dragão guarde, com sua luz e vida resguarde – o ovo que está por abrir…
Que o calor do fogo que surge aquece um povo que urge – de novo se erguer e voltar a agir…
Que os digníssimos e fortes acentos, de “germânico” consenso – se façam de novo ouvir…
Para que graça se transforme onde outrora houve tormento e a virgem senhora nos mostre que o firmamento – desde de dentro – se pode de novo abrir…
Outrora rasgamos os medos, navegamos por entre os véus e desvelos – seguindo estradas de estrelas a surgir…

Chegaremos, o ultimo seremos – os primeiros quando aporta se abrir…
Como legítimo rei mago  - que vê a nova estrela em rosto humano anunciado – chegando tarde para se fazer sentir… como outro qualquer rei que por ali pudesse chegar a ir…
Despojado, não anunciado…
sem coroa, sem cavalo, camelo ou cajado…
sem nada para ofertar ou assim fazer sentir que trazia riqueza a partilhar e mundos e fundos para ofertar e gerir…
… a não ser todo o esforço dado, todo o suor partilhado – por lágrimas entre irmãos derramado – servido –á mesma mesa dessa tal “criança” que está por vir…
Essa quarto ser, o que marca uma outra direcção a valer:
 – que aponta ao Oeste – quando todo o outro que “preste”, apontava desde Este, Sul e Norte…

… memórias de uma outra sorte, que apontam esses “reis” que se dão a quem não tem ”papéis” -  e se misturam entre o povo – e como povo assim os assumireis…